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História da Turquia

Período
Pré - Histórico (100.000 –
12.000 a.C.)
Os primeiros habitantes da Anatólia
remontam ao período Paleolítico (500.000 - 12.000 a.C.). As grutas habitadas
mais importantes foram encontradas na região Kemer de Antalya.
A primeira cidade conhecida do mundo é Catalhöyuk, a nordeste de Konya, e data
de 6.500 a.C. As casas eram construídas com tijolos de adobe e a entrada
fazia-se pelo telhado. Eram decoradas com murais e a primeira pintura de uma
paisagem foi encontrada aqui.
Na Anatólia, em princípios da Idade do Bronze existiam diversas cidades. Tróia
estava na região do Egeu e os Hatitas viviam na Anatólia Central. Alacahöyuk e
Hattusas eram importantes centros religiosos e administrativos dos Hatitas.
Por volta do ano 2.300 a.C. Tróia foi arrasada pelo fogo e toda a Anatólia
sofreu grandes mudanças.
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Período
Hitita (2.000 - 1.250
a.C.)
Os Hititas, vindos do Cáucaso,
chegaram à Anatólia no ano 2.000 a.C. e instalaram-se em Kussara e Hattusas.
Dominaram quase toda a Turquia, concentraram-se nas guerras e possuíam uma
cultura bastante refinada.
Durante o seu domínio Tróia foi a idade mais importante do oeste da Anatólia. No
ano 1.200 foi novamente destruída e os Hititas espalharam-se por pequenos
estados.
Pequenos
Estados da Anatólia
(1250-494 a.C.)
No ano 1.200, os gregos aumentaram o
seu poder no oeste da Anatólia. A Jónia estabeleceu-se próximo a Esmirna
(Izmir). Os Jónios fundaram também as cidades de Miletos, Efeso e Priene no ano
1.000. Muitos poetas e filósofos famosos viveram na Jónia.
Caria foi fundada a sul da Jónia próxima à actual Bodrum, Fethiye e Marmaris. O
rei Cariano mais conhecido foi Mausolus pelo seu monumento funerário (Bodrum).
A federação Licia situava-se a este de Caria e Panfilia, próximo de Antalya.
No ano 1.200 o reino de Urartu cresceu à volta do Lago Van. As colónias
urartianas cobriam grandes extensões a leste da Anatólia. O reino foi destruído
pelos Medas no ano 500 a.C..
Os Frígios chegaram ao país no ano 1.200 e estabeleceram aqui o seu reino. A
capital era Gordion e Midas foi o seu rei mais famoso. Quando os Frígios
desapareceram em 700 a.C., os Lídios, que tinham feito de Sart (Sardis) a sua
capital, substituíram-nos.
Os reis Lídios mais famosos foram Gyges, de origem cariano e o rei Creso
conhecido como o homem mais rico do mundo. Este último conquistou quase todas as
zonas de influência Jónia mas perdeu a guerra e o seu reino contra o rei persa
Ciro, o Grande (546 a.C.)
Persas (494-334 a.C.)
A Pérsia foi a primeira grande conquistadora que dominou totalmente a área que
hoje corresponde à Turquia moderna. As guerras continuas com os Gregos impediam
o bem-estar dos Persas. A cultura manteve-se dentro dos palácios, o que fez com
que a influência persa na região, fosse muito limitada.
Período Helenístico (334-133 a.C.)
O rei macedônio Alexandre Magno conquistou a Grécia, a Anatólia e, no ano 331
a.C., toda a Pérsia. Os Helenos dominaram as regiões desde a Grécia ocidental
até à fronteira do moderno Paquistão.
Durante o período Helênico as cidades tiveram um extraordinário desenvolvimento.
Tinham as suas próprias leis, autonomia e capacidade defensiva e viviam da
agricultura.
Império Romano (133 a.C. - 395 d.C)
Os Romanos conquistaram todos os
estados da Anatólia entre 133 - 129 a.C.. O Império trouxe a Pax Romana, uma
época de paz que permitiu o crescimento econômico e o aparecimento do
Cristianismo.
No ano 330 o imperador romano Constantino transformou Constantinopla na capital
e declarou o Cristianismo religião oficial. As partes ocidentais e orientais do
Império foram-se desenvolvendo de uma forma divergente e, no ano 395, o Império
dividiu-se em dois.
Bizâncio (395-1453 d.C.)
A metades do século VI Bizâncio
dominava todo o Mediterrâneo, desde a Palestina até à Península Ibérica. No
entanto, as fronteiras estavam sempre em mudança. A leste estava a ameaça dos
Persas, Árabes e Turcos e a oeste a dos Búlgaros e Eslavos. Em 1.071 os
Seljúcidas turcos venceram a batalha de Malazgirt (Manzikert) contra o Imperador
romano bizantino Diógenes e aí iniciaram a conquista da Anatólia.
Por causa das Cruzadas as relações entre os cristãos do oriente e cristãos do
ocidente pioraram e, em 1.201 a armada ocidental tomou Constantinopla. A cidade
esteve sob governação latina até ao ano 1.261 quando foi recuperada novamente
por Bizâncio que se foi completamente abaixo quando o sultão Mehmet Ottoman
Fatih conquistou Constantinopla, em 1453.
Estado Seljúcida (1038- 1318 )

A dominação Seljúcida na Anatólia contribuiu muito para o desenvolvimento das
artes e da arquitetura. A boa organização da administração, a justiça e o
comércio, o alto nível de maturidade social e de tolerância permitiram que a
arte e a arquitetura cristãs continuassem o seu desenvolvimento ao mesmo tempo
que novos estilos vindos da Ásia Central e do norte da Índia introduziam
novidades nas cidades de Anatólia. Por outras palavras, durante o estado
seljúcida da Anatólia, esta terra converteu-se num zénit de civilização e
prosperidade. Embora as marés de cruzados procedentes do Ocidente e de Mongóis
vindos do Oriente acabassem com esta civilização em menos de três séculos a sua
herança culturalmente rica, constitui uma parte importante do patrimônio
histórico turco.
Império Otomano (1.299 – 1.923)
O menor dos Beyliks
(principados) que herdaram o Império selúcida de Anatólia, os otomanos,
assentaram-se de início em redor de Iznik (Nikea) e gradualmente, foram-se
espalhando por toda a Anatólia. Quando os otomanos conquistaram Constantinopla
transformaram-na na capital do Império.
No apogeu do Império otomano as suas conquistas abarcavam vastas regiões desde o
Golfo Bay a leste da Argélia pelo oeste e desde Viena no norte até ao Sudão e
Adén, no sul. Em 1.400 e 1.500 o Império assenhorou-se do Mediterrâneo e durante
os primeiros séculos foi um Império tolerante no qual floresciam as artes e as
ciências.
Com o passar do tempo foi-se
produzindo o declive do Império e o aparecimento de imperadores medíocres. Em
1.870 foi redactada uma constituição e instituiu-se o parlamento. As reformas
chegaram com atraso, enquanto que a Grã Bretanha, a França e a Alemanha tinham
uma influência decisiva na política exterior, inclusivamente nos assuntos
internos do Império que, de modo constante ia perdendo territórios.
A Turquia foi aliada da Alemanha na Primeira Guerra Mundial e perdeu. Os aliados
ocuparam Istambul e planearam a divisão do país e a Grécia ocupou a Anatólia
ocidental com a autorização da Inglaterra.
No Tratado de Sèvres, de 1.920, o país foi dividido entre Inglaterra, Itália,
França, Grécia e Arménia. Istambul e os estreitos estavam sob o comando comum
Britânico-Francês-Italiano e da Turquia faziam parte somente a Anatólia central
e uma parte da costa do Mar Negro.
O General Mustafá Kemal dirigiu-se a Samsun e reuniu os representantes locais de
todo o país com os quais fundou um governo. Também formou um exército composto
de tropas otomanas e de camponeses que conseguiram expulsar as forças gregas e
arménias, acusadas de colaborar na ocupação com os aliados e de ter cometido
atrocidades contra os civis sem sequer respeitar as crianças, mulheres ou
idosos. No Tratado de Lausanne, em 1.923, que foi assinado após a guerra da
Independência, foram estabelecidas as actuais fronteiras da Turquia.
República da
Turquia
A República foi declarada em 29 de Outubro de 1923 e Mustafá Kemal foi o seu
primeiro presidente.
A Turquia
de hoje
A Turquia é uma república parlamentaria baseada na separação dos poderes
legislativo, executivo e judicial, governada pelo Presidente e pelo Primeiro
Ministro. Os partidos variam, desde os nacionalistas conservadores aos
socialistas. O país tem uma vocação européia; é membro do Conselho Europeu desde
1949, membro da OTAN desde 1952 e membro aliado da EU (antigo Conselho Econômico
Europeu) desde 1963. Em 1996 a Turquia estabeleceu acordos alfandegários com a
União Européia e atualmente, é candidata à entrada na União Européia, num
processo de harmonização da sua legislação e administração às normas
comunitárias. Em Maio de 2000, Ahmet Necdet Sezer foi eleito novo Presidente.
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Fonte: http://www.turquia.org.br/ |